domingo, 14 de setembro de 2008

Artigo de opinião

O que é um artigo de opinião?

É um texto opinativo, de cunho argumentativo. Trata-se de um gênero em que a opinião de um autor sobre um assunto de relevância é defendida, através de recursos argumentativos: comparações, exemplificações, depoimentos, dados estatísticos, etc.

CARACTERÍSTICAS

1.LIBERDADE ESTRUTURAL (de acordo com a proposta)
2.O AUTOR DOMINA O ASSUNTO
3.É ASSINADO
4.A LINGUAGEM COSTUMA VARIAR CONFORME O PERFIL DOS LEITORES (formal)
5.APRESENTA UMA CLARA INTENÇÃO PERSUASIVA

ESTRUTURA

O importante é não se contentar mais com um texto com “cara” de redação escolar. É preciso ousar. Ousar com responsabilidade, bom senso e respeito à estrutura básica de uma dissertação: a apresentação do tema abordado com um ponto de vista (INTRODUÇÃO), a argumentação (DESENVOLVIMENTO) e uma retomada da tese inicial ou sugestões são propostas (CONCLUSÃO).

O modo como você fará isso será aprimorado a cada nova redação que produzir. Quanto mais experiente for o escritor, mais naturalmente será laborada cada uma das partes do seu artigo.

Geralmente, dois impasses são os mais evidentes ao se escrever: começar e terminar uma redação. Neste momento, trataremos do primeiro caso.

COMO COMEÇAR UM ARTIGO DE OPINIÃO?


Deve-se ter preocupação fundamental com o tema oferecido, levando-se em conta que o parágrafo introdutório que é o norteador de toda a estrutura dissertativa, aquele que carrega uma idéia nuclear a ser utilizada de maneira pertinente em todo o desenvolvimento do texto. Existem diversas maneiras de se elaborar a introdução de um artigo de opinião são alguns modelos sugestivos, e não regras. As mais comuns são:

1.DECLARAÇÃO INICIAL – abre-se o parágrafo com uma afirmação. É a forma mais comum de se desenvolver a introdução.

“Política e televisão são duas instâncias da sociedade brasileira que parecem reunir o maior número de pessoas despreparadas e desqualificadas. É como se escolhessem a dedo as piores pessoas (com raras exceções) para legislar ou executar, animar shows de auditório ou de entrevistas, etc.”

2.DEFINIÇÃO – quando se tem por objetivo conceituar algo (um processo, uma idéia, uma situação):

"Violência é toda ação marginal que nos atinge de maneira irreversível: um tiro que nos é dado, um assalto sem que esperemos, nosso amigo ou conhecido que perde a vida inesperadamente através de ações inomináveis..."


3.Apresentando dados estatísticos sobre o assunto enfocado pelo tema:

"Hoje, nas grandes cidades brasileiras, não existe sequer um indivíduo que não tenha sido vítima de violência: 48% das pessoas já foram molestadas, 31% tiveram algum bem pessoal furtado, 15% já se defrontaram com um assaltante dentro de casa, 2% presenciaram assalto a ônibus...“.


4.INTERROGAÇÃO ou uma seqüência de interrogações – é uma forma criativa de envolver e despertar a atenção do leitor. ATENÇÃO! Deve-se tomar cuidado com o número de interrogações: todas deverão ser respondidas por você nos parágrafos argumentativos pois, afinal, é você quem estará opinando e não deve esperar que o seu leitor responda por você, muito menos sua banca corretora.

“É verdade que, depois da porta arrombada, uma tranca é sempre nela colocada? Foi pensando assim que o governo nomeou a procuradora aposentada Anadyr de Mendonça Rodrigues para comandar a Corregedoria Geral da União, que tem status de ministério, porque visa à apuração de todas as irregularidades cometidas no país."

5.Alusão histórica – organiza-se uma trajetória que vá do passado ao presente, do presente para o passado, ao comparar social, histórica, geograficamente fatos, ações humanas, ideologias, etc.

"Na Idade Média, no Renascimento ou até mesmo durante o Século das Luzes, a mulher esteve sempre a disposição da família, dos trabalhos domésticos e da criação dos filhos; somente no século XX ela ganha, ainda que não suficientemente, coragem para inserir-se no “mundo dos homens": pilota, dirige grandes empresas, constrói edifícios."

Segue abaixo postagens da dinâmica realizada em sala de aula:
Edlaine para Karina.

Uma pessoa de sucesso é aquela que alcançou a fama e o dinheiro?
Num mundo onde a medida do sucesso é a quantidade de dinheiro que a pessoa possui, fica difícil sentir-se feliz com as conquistas alcançadas onde o dinheiro não está presente e este é o grande erro da humanidade.
O sucesso é resultado de diversas situações e conquistas.
Um grande exemplo de sucesso é a nossa amiga Karina,teve uma infância difícil pela ausência de seu pai, foi criada apenas por sua mãe que tinha que trabalhar para garantir o sustento da família. Começou a trabalhar muito jovem e se esforçou muito para ingressar na universidade e realizar o seu grande sonho, estudar Relações Públicas. Logo arranjou um emprego melhor na Agência de Publicidade e continua em busca de grandes conquistas.
As pessoas de sucesso são aquelas que chegaram onde estão por seu próprio mérito, alcançando os seus objetivos pessoais e profissionais por que consigo trouxeram valores preciosos como coragem, perseverança e atitude.


Daniele Coelho para Madeleine

Não gosto de falar de pessoas que não conheço muito bem mais diante desta oportunidade não posso me calar.
Penso, pensava, pensarei várias coisas sobre a Madeleine mais a principal é que a Mad, como o pessoal a chama aqui é uma menina calma, sensata e serena, além de comunicativa e inteligente, é claro!
Nossa quantas qualidades! Mas é exatamente isso que ela passa ao apresentar um trabalho, ao se dirigir á classe e hoje ao conversar comigo.
Deve ter seus defeitos mais estes eu não conheço, até suspeito de alguns como perfeccionismo e teimosia, mas já deixo claro são apenas suspeitas.
Uma mulher com ares de menina que encanta todo mundo com seu jeito único e especial.
Enfim, para definir a Mad, escolho uma palavra: serenidade e acho que se você quer ter certeza do que estou falando, vá lá conversar com ela, você não vai se arrepender.


Diego para Luciane

Há três anos quando ingressei na faculdade, achei que não fosse criar muitos vínculos e que não encontrasse boas pessoas. No meio de trinta mulheres acabei encontrando algumas pessoas, dentre elas a Luciane. Meio reservada, alegre, dedicada e presente, uma pessoa com ótima índole.
Atualmente é complicado encontrar pessoas com ótimo caráter e em meio há tantas mulheres, acaba criando uma situação de convivência complicada mais não com a Lú!
Em grupos grandes várias pessoas se destacam, mais a Lú tem um destaque especial, seu carisma. Sem comentar do seu olhar que te passa transparência, honestidade e é claro beleza, pois a cor é modelo de inveja, imagine em meio há mais de trinta mulheres, não é?!

Espero que todos tenham gostado da nossa aula e que tenham entendido como fazer um artigo de opinião apesar do tema que confundi um pouco.

Abraços:
Letycia, Carol e Silas!!!!

domingo, 7 de setembro de 2008

TEXTOS HUMORÍSTICOS


(QUINO, 2000, p.154)


Os textos humorísticos são manifestações sociais que possuem aspectos lingüísticos específicos, capazes de provocar o efeito do humor. Freqüentemente estes textos estão baseados em estereótipos, e quase sempre veiculam discursos proibidos, ambíguos, não-oficiais, que, provavelmente, não se manifestariam em uma entrevista, por exemplo.

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Os sujeitos envolvidos no discurso humorístico são marcados pela heterogeneidade; e as piadas, por serem discursos, sempre servem a uma ideologia. As piadas independem da autoria pois, geralmente não tem autor. A possibilidade de uma leitura sem se considerar o autor demonstra que há discursos que se dizem, ou que são ditos por todos, dadas certas condições, sem que sua origem esteja relacionada a um indivíduo de forma relevante.
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O discurso cômico-humorístico é uma ferramenta interessante para o estudo da comunicação, visto que manifesta representações sociais sobre cultura, política, economia, ética, fenômenos psicológicos e fisiológicos entre outros aspectos. Os textos de humor apresentam um domínio lingüístico complexo, que envolvem o interlocutor em problemáticas de interpretação e trazem uma série de questões lingüísticas que as ciências da linguagem têm procurado responder na atualidade.
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Podemos analisar os textos humorísticos através de um referencial teórico baseado no discurso que entende o texto enquanto espaço de negociação de sentidos. Estas peças textuais geralmente acionam mais de um mecanismo lingüístico e posicionam o locutor frente à realidade, à imagem que faz de si e de outro, sempre partindo daquilo que enunciou ou deixou de enunciar.
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De acordo com Propp, os caracteres cômicos não existem por si só, eles têm relação com as atividades do homem no mundo social. Mesmo quando estamos rindo de um macaco em um zoológico, na verdade, não rimos do próprio animal, mas dos gestos que correspondem a determinados significados na coletividade humana. A identificação de uma atitude cômica ou humorística aponta para o reconhecimento de gestos sociais que rompem com uma conduta ideal. Para compreensão de textos humorísticos, é necessário que o leitor faça operações epilingüísticas, possua conhecimentos sobre a língua, sobre comportamento lingüístico que se espera de um sujeito em determinada situação e sobre o contexto em que se produziu o texto. Segundo Possenti, embora o texto não seja o único fator relevante no processo de leitura, é o ingrediente mais importante, pois é ele que demanda e limita a atividade do leitor.
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Podemos distinguir as fontes geradoras do riso em: o cômico de gestos e formas (que exploram o automatismo, o enrijecimento e deformações do corpo físico); o cômico de caráter (relativo à fraqueza moral ou ao temperamento contundente dos personagens); o cômico de situação (reprodução de cenas da vida que denotam desvios de comportamento moral dos sujeitos que representam as instituições sociais) e o cômico de palavras (organizado, predominantemente, em forma de jogo de palavras).
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Além da identificação dos aspectos físicos, sociológicos e psicológicos, que atuam sobre a comicidade, faz-se necessário investigar o funcionamento da linguagem na construção dos textos humorísticos. O humor, diferentemente do cômico, proporciona um riso que não está ligado exatamente ao que se diz, mas à maneira como um discurso é expresso em termos lingüísticos em uma dada situação. O texto humorístico não traz em si o sentido da comicidade, porém ele é, sobretudo, a condição básica para que o leitor construa o significado.


(EL FARO de Vigo – 10.04.2001)


HISTÓRIA DO HUMOR
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Para compreender a função social dos efeitos humorísticos, é interessante que se conheça os princípios que geraram a manifestação do humor em diferentes épocas do mundo ocidental, a partir da constituição de textos humorísticos na Antiguidade Clássica. Segundo Bakhtin (1999), a força das narrativas cômicas tem forte ligação com as tradições vivenciadas na Antiguidade por meio da carnavalização.
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Bakhtin buscou nos documentos e registros do mundo ocidental, momentos de afrouxamento das fronteiras entre o sério e o cômico, o oficial e o extra-oficial, nos eventos culturais no período de transição da Idade Média para o Renascimento. Em sua visão, esse período impulsionou novas formas de realização do riso, possibilitando o surgimento de novos gêneros textuais, inclusive o do romance.

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Através das festas populares foi possível desmoronar as fronteiras entre o sério e o cômico; o fantástico e o real. Durante a excentricidade destes eventos ocorre a proclamação da liberdade e a quebra da hierarquia de classes. Quem era rei assumia o papel de escravo e vice-versa. A inversão de papéis sociais permitia que muitas verdades fossem ditas em tom de brincadeira. Neste contexto, não há um único alvo de escarnecimento, todos os atores sociais são objetos de humor quando se encontram no cenário carnavalesco. Por esta razão, o carnaval assume uma forma de expressão que não visa emocionar, mas provocar o riso, representando as ações ridículas do homem. As festas profanas na Idade Média, toleradas pela Igreja, tiveram um papel fundamental na formação de novos textos que correspondiam ao espírito da carnavalização.

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O papel da paródia na Idade Média foi vital, pois ela preparou a nova consciência lingüística e literária, preparou o grande romance da Renascença. A Idade Média, com maiores ou menores restrições, concedia ao riso e à palavra cômica, direitos bastante amplos.
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ANÁLISE DE TEXTOS HUMORÍSTICOS
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Conhecimento Prévio – Intertextualidade
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E Eva disse a Adão: - Adão, você me ama?
E ele em sua infinita sabedoria: - E eu lá tenho escolha?
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A leitura deste texto está relacionada ao conhecimento prévio de outro texto: A história bíblica Adão e Eva no paraíso. Se esta relação não for identificada pelo leitor, o mesmo atribuirá ao texto um efeito de sentido diverso. Neste caso, a intertextualidade, ou seja, a ligação entre textos orais ou escritos, é um aspecto relevante do conhecimento prévio. A pergunta que Eva faz a Adão é comum entre casais, porém, a percepção de tratar-se do casal considerado a gênese da humanidade, modifica a compreensão do texto e torna-se mais apropriada, visto que provoca o riso. Adão, de fato, não poderia ter outra opção.
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Nível Fonológico
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Rubens Barrichello é um ás no volante.

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Esse texto pode ser lido de duas formas:

Rubens Barrichello é um ás no volante, ou Rubens Barrichello é um asno volante.
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A ambigüidade do texto, causadora do humor, é resultado da emissão da sílaba tônica na seqüência de sílabas que formam ás + no (= asno). Sendo possível obter em uma leitura, a palavra “asno” e, em outra leitura, as palavras ás e no, diferenciadas pela acentuação. Esta compreensão pode ser interessante quando se busca mostrar que a relação entre uma forma e um sentido não é tão óbvia.
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Nível Lexical

Neste exemplo, os sentidos da palavra “perua” são explorados para a produção do humor, que funciona com base na ambigüidade da palavra, nos dois sentidos que são veiculados pelo mesmo material verbal. A palavra “perua” pode ter acepções distintas como: a fêmea do peru, estado de embriaguez, prostituta, mulher que se veste espalhafatosamente, van, caminhonete, etc.
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Nível Morfológico
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Perguntaram ao português:
- O que é um homossexual?
Ele respondeu:
- É um sabão para lavar as partes.

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Segundo Possenti, a maior parte das piadas em nível morfológico inclui um problema fonológico. A distinção entre os dois níveis tem a função de destacar os domínios, privilegiando um de cada vez.
Na piada citada, no nível morfológico, de acordo com a separação feita na cadeia, temos mais ou menos palavras em questão, e isso é um problema de morfologia. Basta pôr em primeiro plano a formação de uma das seqüências (homo + sexual) ao lado de outra (homo + sexo + al) para que se evidencie o que foi exposto.
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Nível Sintático
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Duas pessoas caminham lendo lápides em um cemitério, quando se deparam com os seguintes dizeres: AQUI JAZ UM POLÍTICO E UM HOMEM HONESTO.

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O elemento causador de humor nessa piada decorre do fato de se ler a inscrição como um período simples ou composto. Quem fez a homenagem ao morto afirmou que ele, além de político, era honesto. A idéia de adição ocorreu com as qualificações de um mesmo ser. O que está escrito na lápide constitui um período simples. A leitura feita leva em conta a idéia de adição entre duas orações. Assim, temos coordenadas aditivas com a elipse do verbo na segunda: Jaz um político e (jaz) um homem honesto.
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É importante ressaltar o contexto que envolve esta piada e causa o humor; a concepção corrente de que todo político é corrupto, é compreendida pelo leitor, mesmo que não se compartilhe da mesma opinião.
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Nível Semântico
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Numa festa o secretário do presidente fila um cigarro. O presidente comenta:
- Não sabia que você fumava.
- Eu fumo, mas não trago.
- Pois devia trazer.
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O humor nessa piada constitui-se a partir da coincidência entre as duas formas verbais que provêm de verbos distintos: tragar e trazer. A forma trago (presente do indicativo) provém do verbo regular tragar e é do mesmo campo semântico de fumar o cigarro; mas o presidente compreende trago como o presente do verbo irregular trazer e censura o secretário por ser fumante e não estar portando cigarros. Seria mais coerente o interlocutor compreender a forma trago com a possibilidade de estabelecer uma relação com a ação de fumar (fumar equivale a fumo, tragar equivale a trago).
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O que provoca o humor é o “equívoco” provocado pela língua que gera uma coincidência que é mais relevante do que o fato de o presidente não censurar o secretário pelo vício de fumar.
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Dêixis
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- Não deixe sua cadela entrar na minha casa de novo. Ela está cheia de pulgas.
- Diana, não entre nessa casa de novo. Ela está cheia de pulgas.
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Dêiticos são formas lingüísticas cuja referência só pode ser determinada pelo contexto. A indeterminação de dêiticos é favorável para a produção de humor. Os pronomes pessoais, sob o ponto de vista dos pragmaticistas, estão submetidos a condições que ultrapassam um aparentemente simples contexto. Como se percebe na piada acima, o pronome “ela” é um dêitico, isto é, sua referência, no caso desse texto, depende do pressuposto que determina a ocorrência de um nome de referência idêntica, e que há dois sentidos possíveis: tanto “cadela” quanto “casa” podem ter referentes idênticos ao de “ela”, esses dois sentidos possíveis podem ser fonte de equívoco, o que possibilita a produção do humor nessa piada.
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Caricatura, Hipérbole e Grotesco
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De acordo com Bergson, o humor, além de ser um fenômeno social, é um fenômeno psíquico. O sujeito ri de situações constrangedoras com as quais não se envolve afetivamente. O cômico é provocado pela observação das falhas humanas em uma perspectiva corretiva, diante dos olhos do observador. O cômico estaria ligado à capacidade de explicitar e identificar o ridículo humano projetado no exagero caricaturado, na encenação do automatismo extremado, nos gestos de transgressões e nos clichês desgastados.
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Essencialmente, existem três formas de exagero que produzem o efeito cômico: a caricatura, a hipérbole e o grotesco:

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a) A caricatura teria a função de captar a falha imperceptível e ressaltar um pormenor que demarca um alvo de crítica. Entretanto, alguns pontos positivos sobre a imagem construída são resguardados.



b) A hipérbole é uma variedade da caricatura que ressalta exageradamente os aspectos negativos, não aproveitando nenhum aspecto positivo. Ela pode ser tanto heroizante como depreciativa.


c) O grotesco consiste na forma mais extremada de exagero; ele aumenta o alvo do relato em uma proporção monstruosa.



Com a finalidade de saber se o assunto foi compreendido por todos, o grupo separou alguns modelos de humor para que fossem interpretados e classificados conforme explicação em classe. Seguem os comentários da classe e respostas:

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Comentário: "Cômico de Situação e Palavras."


R: A resposta está correta porque a charge faz uma sátira ao time de futebol do Palmeiras que em 2003, estava disputando uma partida decisiva na cidade de Garanhuns (PE) que decidiria a volta da equipe à primeira divisão do Campeonato Brasileiro e, faz também um jogo de palavras.

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Comentário: "Cômico de Caráter, Situação e Palavras."


R: A resposta está correta pois, a piada fala sobre o temperamento contundente do personagem, reproduz uma cena dentro do fórum e faz um jogo com as palavras.





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Comentário: "Caricatura."


R: Correto! A caricatura é do ator Leonardo DiCaprio que interpretou o papel principal no filme "Titanic".







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Comentário: "Cômico de Situação. Charge"

R: A resposta está correta, porém acrescentamos o cômico de palavras. A charge faz uma sátira sobre os policiais chineses nas Olimpíadas que foram treinados para não autorizar determinadas imagens da imprensa e também faz um jogo com as palavras.


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Comentário: "Cômico de Situação, Nível Fonológico."

R: Resposta correta! Neste caso, a piada reproduz uma cena da vida no interior, satirizando o sotaque. Além disso, possui ambiguidade, provocando o humor. Acrescentaríamos o Cômico de Palavras pois, a piada também faz um jogo com as palavras.
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Comentário: "Grotesco."


R: Correto! A figura reproduz o exagero extremo, aumentando o alvo do personagem em uma proporção monstruosa.










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Comentário: "Cômico de Palavras e Cômico de Situação Corporativa."

R: Exato! Além do jogo de palavras, a charge reproduz uma cena muito comum no mundo corportativo.





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Comentário: "Cômico de Caráter, pois é difícil achar um político honesto pois todos prometem fazer e fazer, e nunca fazem nada."

R: Correto! Concordamos com a resposta pois, a charge refere-se ao caráter que a grande maioria dos políticos brasileiros possuem.





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Comentário: "Hipérbole."

R: Concordamos com a resposta pois a figura está aumentando alguns aspectos negativos do ator "Will Smith". (Não está em proporção monstruosa, eis a diferença com o ítem Grotesco)










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Comentário: "É um caricatura."

R: De acordo com nossa explicação em sala de aula "A caricatura tem a função de captar a falha imperceptível e ressaltar um pormenor que demarca um alvo de crítica". No nosso ponto de vista, esta é uma figura comum e que satiriza a expressão "Uai" utilizada pelos mineiros em conjunto com a palavra "Wireless" (internet sem fio). Devido a semelhança da pronúncia das duas palavras, acreditamos que a resposta correta seja: Cômico de palavras e nível morfológico.




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

POSSENTI, Sírio. Os humores da língua: análises lingüísticas de piadas. 3ª ed. Campinas: Mercado de Letras, 2002.

Discurso, Estilo e Subjetividade. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

HENRIQUE, Ana Lúcia & PEREIRA, Francisca Elisa. Análise Lingüística de Textos Humorísticos: Uma Prática de Leitura e Cidadania. In: Holos-CEFET, Ano 15, Nº 01, Natal, 1999, p. 37-43.

ORLANDI, Eni Puccinelli. Análise de Discurso: Princípios & Procedimentos. 4ª ed. Campinas A LEITURA DOS TEXTOS DE HUMOR

José Ricardo Carvalho da Silva - 3° período, campus Niterói - manhã - Professor da Faculdade Maria Thereza (Pedagogia) e mestrando em Pedagogia

Site: www.iel.unicamp.br/cefiel/alfaletras/biblioteca_professor/arquivos/49Textos%20de%20humor.pdf

Esperamos ter esclarecido todas as dúvidas quanto ao tema "Textos Humorísticos".

Carla, Daniele Rosati e Karen.



domingo, 31 de agosto de 2008

Entrevista Jornalística

É uma forma de apuração jornalística em que o repórter possui um diálogo com sua fonte no intuito de abranger mais informações ou de dar credibilidade ao fato. O entrevistado na maioria das vezes é uma pessoa de destaque, permanente ou circunstancial.
Com os dados obtidos na entrevista pode-se montar um texto corrido em que às declarações estejam citadas entres aspas ou pode-se montar um texto de perguntas e respostas, também conhecido por “pingue-pongue”.

MODALIDADES DE ENTREVISTA

Podem-se distinguir dois tipos de entrevista, a informativa ou opinião e a de perfil.
A entrevista informativa ou opinião é quando o entrevistado tem uma informação importante a oferecer, sendo interrogado exclusivamente sobre um tema em debate, que geralmente é solicitada a especialistas.


A de perfil, é entrevista a uma personalidade para mostrar como ela vive e não apenas para revelar opiniões ou para dar informações.


ORGANIZAÇÃO

Para que ocorra uma entrevista jornalística é necessário planejar e organizar o encontro entre o individuo e a imprensa, normalmente quem realiza essa ligação é o profissional de Relações Públicas ou até mesmo o Jornalista, exercendo funções de Assessor de Imprensa nas empresas privadas, nos órgãos públicos etc.
As entrevistas podem ser organizadas de vários modos. Podem se dar nos gabinetes ou nas redações; ao vivo ou por telefone, fax, Internet etc. Podem ser pessoais ou de grupo (coletivas); exclusivas ou não; convocadas ou espontâneas; anônimas (como nas pesquisas) ou não; em off ou em on; simples (com poucos repórteres) ou americanas (com maior organização dos entrevistadores); de rotina (ouvindo testemunhas de um acidente de trânsito, por exemplo) ou caracterizadas (quando alguém informa ou opina sobre assuntos políticos, econômicos, esportivos etc.); biográficas (com perfis de personalidades ou de pessoas que se destacam no meio do povo, na cultura, nas artes etc.); informativas; opinativas etc.

Dicas para ter sucesso em uma entrevista:

O manual da Folha de São Paulo diz que o segredo de uma boa entrevista está na elaboração de um bom roteiro:

- Levante sempre o máximo de informações sobre o entrevistado e o tema que ele vai tratar. Em seguida, reflita sobre o objetivo a que pretende chegar. O melhor caminho é redigir perguntas específicas e mais objetivas possíveis. Perguntas genéricas resultam em entrevistas tediosas.

- Ao transcrever a entrevista, o repórter deve corrigir os erros de português ou problemas da linguagem coloquial quando for imprescindível para a perfeita compreensão do que foi dito. Mas não se pode trocar as palavras ou mudar o estilo da linguagem do entrevistado. Se relevantes eventuais erros ou atos falhos do entrevistado podem ser destacados com a expressão latina "sic" entre parêntesis na frente da palavra ou frase. É recomendável preservar a ordem original das perguntas.

***Repórteres da Folha recebem estas mesmas orientações
E ainda:

Ø Marque a entrevista com antecedência;
Ø Informe o entrevistado sobre o tema e a duração do encontro;
Ø Grave a entrevista para poder reproduzir com absoluta fidelidade eventuais declarações curiosas, reveladoras ou bombásticas;
Ø Se vista adequadamente de modo a não destoar do ambiente em que será feita a entrevista, e não inibir ou agredir o entrevistado;


Cuidados na hora de entrevistar:

Alguns cuidados ajudam o entrevistador a evitar problemas na hora de transformar a entrevista em notícia.
Uma preocupação é sustentar o diálogo com o entrevistado tratando-o de modo mais coloquial, seja pelo primeiro nome ou pelo cargo, conforme a circunstância soaria estranha, tratar um cantor popular ou um ator de “senhor”: Sr. Chico Buarque. Sr. Zeca Pagodinho.
Nos diálogos com um deputado, um ministro, um senador, usa-se o nome do cargo. Em coletivas ou locais solenes, chama-se o Presidente da República de “Sr. Presidente”.



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Na dinâmica elaborada alunos representavam os candidatos a prefeitura de São Paulo (Kassab; Soninha; Maluf e Alckmin 1 e 2), na qual respondiam a perguntas previamente elaboradas junto a seus grupos. Podendo colocar em pratica o que havíamos dito sobre o conteúdo como por exemplo a elaboração de roteiro e postura perante o entrevistado
Pedimos desculpas pois o áudio destas entrevistas esta apresentando problemas, assim que conseguirmos solucionar postamos o mesmo para que todos possam reviver a hilária performance da nossa amiga Priscila como Maluf.

Até mais.
Camila Bernardes, Luiz e Vivian.



sexta-feira, 29 de agosto de 2008

MADE IN CHINA

"Assim como pessoas de diversos cantos do mundo, recebo a China em minha casa todos os dias, por meio de milhares de produtos, que vem com o famoso selo ''Made in China''. Por mais que apareçam defeitos, continuo comprando. Talvez seja pelo preço, talvez pela diversidade.

Pergunto-me se foi por isso que a China virou uma potência. Mas lembro que não foram apenas os produtos populares que causaram a internacionalização chinesa. Eles também tiveram uma grande influência culinária (nas esquinas de São Paulo, “dogueiros” dividem espaço com barracas de yakisoba), na cultura, nas crenças e nos costumes. A imagem da China, tão presente no imaginário do senso comum, também é responsável por essa aceitação mundial.

Nas Olimpíadas de 2008, foi a vez da China também receber outros povos e culturas. Apesar de preparar uma recepção calorosa, os visitantes enfrentaram as reações orientais: proibições a respeito de certos assuntos, restrições na proximidade dos jornalistas, no uso da Internet e protestos políticos coibidos.

Há a possibilidade de o nosso país sediar a Olimpíada em 2016. Será que conseguiríamos ser diferentes e combinar a imagem do país com as ações? Seremos a nação cheia de vivacidade, cor e harmonia ou os problemas sociais falarão mais alto? Vamos torcer para que, assim como a China, o Brasil possa ser capaz de receber e ser recebido pelo mundo.
"

Autores: Carla Aoki, Claudia Moreno, Daniele Rosati, Daniele Coelho, Eliana Nogueira, Luiz Claudio, Renata Oliveira, Viviane Miluzzi (Alunos do 6º Semestre de Relações Públicas do Centro Universitário de Sant'Anna).

domingo, 24 de agosto de 2008

Crônica Literária - O dia-a-dia na Literatura.

Crônica

Crônica é uma narrativa relacionada a temas do cotidiano. No Brasil, a crônica ganhou força na década de 30, e o gosto popular na década de 60, quando passou a ser publicada em jornais e revistas.
Diferente de contos, poemas, romances e outros gêneros literários, a crônica é escrita em estilo pessoal, podendo ser composta com base nas opiniões e recordações do autor e fatos da sociedade em que ele vive. Portanto, o primeiro passo para escrever uma crônica é eleger um tema central e desenvolver um texto livre com base neste.
Nas redações (de jornais ou revistas), os cronistas usufruem do espaço dedicado a eles no qual podem ter total liberdade de redação e não seguem as normas descritas nos manuais.
Por se tratar de um texto livre, a quantidade de personagens também é livre, mas geralmente são de números reduzidos, podendo inclusive não haver personagens.
Uma crônica precisa da ótica do autor que observa a vida cotidiana com detalhes é através dele que vários cronistas podem fazer um texto do mesmo tema, mas de forma individual, já que cada um vê um ângulo diferente de um mesmo prisma.


Crônica Literária


“Crônica literária é um texto curto que, usando os recursos da linguagem, reconstrói um fato ou situação do cotidiano retirando deles algo relevante sobre o homem ou o mundo e alcançando um resultado estético. (...) Para ser literária a crônica precisa, em nível micro, um cuidado com a linguagem: ritmo frasal, sonoridade, multiplicidade semântica. E em nível macro, uma estrutura pensada, o fato ou situação deve ser uma metáfora ou uma metonímia... O cronista literário, embora parta de algo sensível e palpável, deve revelar no texto uma realidade transfigurada.” MORENNO, Pablo.

Assim como a crônica, a crônica literária usa uma linguagem livre, beirando o conto, no entanto sua clara estrutura marca seu formato como um gênero literário.
Geralmente os temas tratados nas crônicas literárias ganham personagens, lugares e um enredo atemporal, o que faz com que o texto se deixe entender a qualquer pessoa e em qualquer lugar.


Entre crônicas

As crônicas literárias nascem para os livros, diferente das crônicas de jornais. Ambas versam fatos do cotidiano e sua linguagem sempre dever ser adaptada aos públicos aos quais se dirigem.
Um cronista em uma coluna de jornal de economia e negócios não terá a mesma forma de narração de um cronista do caderno de cultura, podendo este último abusar dos recursos literários e lúdicos do qual sua criatividade oferece.
O que é comum em qualquer crônica são o uso do bom humor, sarcasmo ou ironia em sua linguagem, dando sempre ao leitor um texto humorístico ou politizado sobre uma idéia do autor e sua visão sobre a realidade.
Entre outros nomes, um dos maiores cronistas brasileiros são: Rubem Braga, Luís Fernando Veríssimo, Machado de Assis, José de Alencar, Carlos Drummond de Andrade, Arnaldo Jabor, Lya Luft, Ivan Lessa e Fernando Sabino.


O Literário e a Literária



Jornalismo literário não é crônica literária. Então qual o propósito de se falar de Jornalismo Literário?
Na posição de relações públicas, uma das qualidades deste profissional é conhecer sobre os mais diferentes estilos literários e saber qual o mais indicado a um determinado público.
Assim como na crônica, o jornalismo literário tem a função de traduzir em um livro as experiências vividas por um repórter sobre uma determina realidade, no qual Henry James chamou de felt life (vida sentida em tradução livre).
Nascido na década de 60, o jornalismo literário também pode ser chamado de romance de não ficção. Um dos principais precursores deste gênero é Truman Capote, que inaugurou esta literatura com o livro A Sangue Frio. No Brasil, Caco Barcellos é um dos melhores representantes deste gênero.
A importância em falar de Jornalismo Literário é destacar que como a crônica, seu papel é falar de uma determinada realidade de um lugar e seus fatos cotidianos em uma linguagem não jornalística da redação.


O RP na redação

O essencial para um relações públicas é saber distinguir o mais importante para um determinado público. Por exemplo, em um jornal interno sempre haverá as páginas dedicadas ao entretenimento, por isso, o RP deve distinguir que linguagem usar e para qual público destinar, neste sentido a crônica literária segue com mais uma opção que pode e deve ser usada.


Bibliografia

BARBOSA, Gustavo e RABAÇA, Carlos A.; “Dicionário de comunicação”; editora Ática, ano 1987 – pg187.

KRAMER, Mark. “Regras rompíveis do Jornalismo Literário”. Disponível em http://www.textovivo.com.br/seminario/nota07.htm. Acessado em 20 e agosto de 2008 às 21h.

MORENNO, Pablo. “Entrevistas”. Disponível em www.wseditor.com.br/index.php?do=Wm14aGRtOXlKVE5FWlc1MGNtVjJhWE4wWVNVeU5tbGtKVE5FT1RSWFYyRnpaeDc3OA==. Acessado em 20 de agosto de 2008 às 20h.

Site da Literatura. “Crônica: um gênero literário”. Disponível em www.sitedeliteratura.com/Teoria/cronicas.htm. Acessado em 21 de agosto de 2008 às 20h

USP. “Faça um bom trabalho“. Disponível em www.toligado.futuro.usp.br/html/bom_trabalho.html. Acessado em 21 de agosto de 2008 às 23h

Wikipédia, a enciclopédia livre. “Crônica”. Disponível em pt.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%B4nica. Acessado em 20 de agosto de 2008 às 17h.
Wikipédia, a enciclopédia livre. “Jornalismo Literário”. Disponível em pt.wikipedia.org/wiki/Jornalismo_liter%C3%A1rio. Acessado em 20 de agosto de 2008 às 14h.


Alunas: Aline, Camila Amaral e Madeleine.

sábado, 16 de agosto de 2008

Ombudsman

Definição

“Ombudsman é um profissional contratado por um órgão, instituição ou empresa que tem a função de receber críticas, sugestões, reclamações e deve agir em defesa imparcial da comunidade”.


“Wikipédia, a enciclopédia livre”.



Histórico

Criado na Suécia, em 1809, o Ombudsman inicialmente representava o cidadão perante o parlamento. Logo a seguir foram criados os Ombudsman dos presídios, representando os presos, o das minorias raciais e mais adiante, já no início de 1900, o dos consumidores.

No Brasil

A função iniciou em 1985, pela Rhodia, representada por Maria Lúcia Zülzke, e em 1991, pelo primeiro Ombudsman da imprensa brasileira, o jornalista Caio Túlio Costa. Mas foi Vera Giangrande, profissional de Relações Públicas e importante Ombudsman brasileira no varejo, que consolidou a função, frente ao Grupo Pão de Açúcar, a partir de 1993.

Habilitação

É esperado do Ombudsman que ele seja um facilitador no processo de implantação do marketing de relacionamento e da cultura de qualidade.

Além disso, o Ombudsman deve zelar para que os direitos do cliente sejam respeitados sempre e suas expectativas satisfeitas. Ele soma a sua missão de facilitador aquela de catalisador da mudança.

Principais Características

• Pró-atividade;
• Persuasão;
• Cooperação;
• Tenacidade;
• Adaptabilidade;
• Empatia;
• Análise Crítica;
• Auto-Desenvolvimento;
• Conhecimento de Negócio.

Regulamentação da Profissão

• A profissão foi regulamentada no Projeto de Lei Nº 342, de 2007.



Exemplos de empresas que adotam o modelo Ombudsman.

Grupo Pão de Açúcar

- Papel do Ombudsman

• Será independente de forma a legitimar seu papel de defensor do cliente Pão de Açúcar;

• Terá acesso ao presidente, ao vice-presidente e a toda a diretoria do Grupo Pão de Açúcar;

• Não deixará nenhum cliente sem atendimento ou resposta;

• Criará um sistema de controle e acompanhamento dos problemas resolvidos e não resolvidos para avaliar a eficiência do programa.


Folha Online

- Papel do Ombudsman

“No fundo, a função é altamente abstrata. Consiste em dar o máximo de importância a cada caso de informação errada, distorcida ou injusta, embora poucos alcancem relevância atemporal”.

“A função do ombudsman é incomodar a Redação. No sentido de tirar os jornalistas da situação cômoda em que muitos se imaginam, a de não ter de prestar contas a ninguém, mesmo exigindo-as de todos”.

LEITE, Marcelo. A revolução de 1997. Folha Online.


Entrevista com Carlos Eduardo Lins - Ombudsman da Folha

FOLHA – Você assume o posto de ombudsman na terça, (22/04/08) mas sempre foi um leitor atento. O que mais te irrita nos jornais?

LINS DA SILVA – O que mais me irrita é superficialidade. Depois, erros de português. E isso é uma bobagem, um pedantismo meu, porque erro de português não é tão importante assim. Em terceiro lugar, me irritam muito invencionices de texto. A tentativa de chamar a atenção com o que o repórter considera engraçado. Por exemplo, começar um texto com uma brincadeira que só me fará perder alguns segundos com algo que não tenha nenhum sentido. Também me irritam algumas opiniões muito ralas, que não acrescentam nada para o leitor.

Lembre-se:

O ombudsman não pode confundir-se com um juíz - não sendo essa sua função, deve ter o cuidado de levantar os dois lados no mesmo fato ou situação buscando sua solução baseado em normas vigentes, bem como, nos preceitos éticos da empresa.

Indicação de filme:

Obrigado por fumar.

Saiba mais em:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ombudsman/
http://www.abonacional.org.br/
http://marcio-comunicacaoempresarial.blogspot.com/2007/06/ombudsman-o-que-isso.html

Alunas: Andressa Custódio, Luciana Pita e Priscila Rondon
Relações Públicas - B 204

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Olá pessoal!
Sejam bem vindos ao Blog do Blá, o blog de conteúdo do RP.
Bjs.